Blog da Paulinha

Literatura

29.9.17

O Blog da Paulinha abre espaço para você!

Postado por Paula R. Cardoso Bruno |

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29.8.17

Jesus Alegria dos Homens

Postado por Paula R. Cardoso Bruno |

O Blog da Paulinha também gosta de trazer a beleza da música barroca para os seus leitores. 

28.8.17

Soneto a Nosso Senhor, Gregório de Matos

Postado por Paula R. Cardoso Bruno |


Resultado de imagem para Gregório de Matos
Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado, 
Da vossa alta clemência me despido; 
Porque, quanto mais tenho delinquido, 
Vos tenho a perdoar mais empenhado. 

Se basta a vos irar tanto pecado, 
A abrandar-vos sobeja um só gemido: 
Que a mesma culpa, que vos há ofendido, 
Vos tem para o perdão lisonjeado. 

Se uma ovelha perdida e já cobrada 
Glória tal e prazer tão repentino 
Vos deu, como afirmais na sacra história, 

Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada, 
Cobrai-a; e não queirais, pastor divino, 
Perder na vossa ovelha a vossa glória. 

Postado por Paula R. Cardoso Bruno |

Erico Verissimo nasceu em 1905, em Cruz Alta, RS, descendente de tradicional família estancieira, depauperada com a crise na pecuária do início do século 20. Em 1930, mudou-se para Porto Alegre e, em 1932, lançou seu primeiro livro, Fantoches, uma coletânea de contos. Mas seu futuro como "contador de histórias", como gostava de se chamar, começou a ser delineado no ano seguinte, com o lançamento de Clarissa. Olhai os Lírios do Campo, de 1938, atinge um extraordinário sucesso de público. A partir daí Erico torna-se um escritor conhecido e renomado no país inteiro, e depois internacionalmente, com a tradução dos romances. Um de seus grandes méritos é ter revelado o Sul aos brasileiros. Segundo define o crítico literário Antonio Candido: "O Rio Grande do Sul existe muito como visão do Erico".

Sua obra-prima é o romance O Tempo e O Vento: uma trilogia de quase 3 mil páginas, composta por O Continente (1949), O Retrato (1951) e O Arquipélago (1961/1962). Considerado o principal romance histórico brasileiro, O Tempo e o Vento levou mais de quinze anos para ser escrito. Narra a trajetória de duas famílias, os Terra-Cambará e os Amaral, por mais de dois séculos de vida, mesclando-se aos principais episódios da formação gaúcha. Em 1985, foi adaptado para a televisão por Doc Comparato. 

Livro 1: O Continente
Publicados originalmente em 1949, a saga de "O Tempo e o Vento" começa com os dois volumes de "O Continente". Esta primeira parte da trilogia narra o nascimento do Estado do Rio Grande do Sul através das famílias Terra, Caré, Cambará e Amaral.

Capítulo “Um certo Capitão Rodrigo”
Alguns capítulos dos três romances merecem destaque, seja pelo apuro estilístico do autor, seja pela temática desenvolvida. “Um Certo Capitão Rodrigo”, presente na primeira parte da trilogia, "O Continente", merece essa atenção especial. O capítulo tem o mérito de retratar, ou recriar, a imagem do homem gaúcho forte, bravo, destemido, na figura do personagem principal: capitão Rodrigo Cambará.

A cena da chegada do capitão Rodrigo à cidade de Santa Fé já é suficiente para passar essa ideia do homem gaúcho, tanto pelas vestimentas como pela personalidade:

“Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o capitão Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal.

Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828 e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira. Apeou na frente da venda do Nicolau, amarrou o alazão no tronco dum cinamomo, entrou arrastando as esporas, batendo na coxa direita com o rebenque, e foi logo gritando, assim com ar de velho conhecido:

– Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!
– Pois dê”

A descrição do valente e imponente capitão entrando no pacato vilarejo, seguida do desaforado cumprimento da chegada, antecipa o incômodo que essa figura produzirá em tal espaço. O dono da resposta curta e grossa que aceita o confronto, porém, não se tornará seu antagonista na história. Será seu futuro cunhado, Juvenal Terra.

A importância desse capítulo está no fato de que – além de apresentar a figura típica do gaúcho encarnada pelo capitão Rodrigo – mostra a união dos dois grandes sobrenomes que marcarão, na obra, a formação do estado do Rio Grande do Sul: os Terras e os Cambarás.

Apaixonando-se perdidamente por Bibiana Terra, o capitão a conquista após minar sua resistência e a de sua família, além de ter vencido em um duelo o pretendente rico de Bibiana: Bento Amaral, filho do coronel Ricardo Amaral. Essa união representa, estruturalmente, o eixo das duas famílias que irão protagonizar toda a trilogia.

O carisma de Rodrigo Cambará acaba por conquistar, de fato, não apenas Bibiana Terra, mas vários moradores de Santa Fé, como o padre Lara e Juvenal Terra, com quem monta um negócio. A figura do capitão, no entanto, distancia-se em todos os momentos do perfil do bom moço. Mesmo depois de casado com Bibiana, Rodrigo Cambará mantém o gosto pelo carteado, pela bebida e, principalmente, por outras mulheres.

O antagonista de Rodrigo Cambará é Bento Amaral, com o qual trava uma luta atrás do muro do cemitério, após um desentendimento em uma festa de casamento. Nesse confronto, o filho do coronel, desonrando a batalha, utiliza uma arma de fogo contra o capitão.

Antes de dar o tiro à traição, Amaral quase recebe a marca do capitão Rodrigo: um “R” na testa. Surpreendido pelo disparo, no entanto, o capitão só tem a possibilidade de talhar um “P”. Falta-lhe tempo para completar a letra “R”. A cena final desse capítulo é a invasão do casarão da família Amaral. Nesse episódio, morre o capitão Rodrigo Cambará, deixando órfão o filho Bolívar:

“O tiroteio começou. A princípio ralo, depois mais cerrado. O padre olhava para seu velho relógio: uma da madrugada. Apagou a vela e ficou escutando. Havia momentos de trégua, depois de novo recomeçavam os tiros.

E assim o combate continuou madrugada adentro. Finalmente se fez um longo silêncio. As pálpebras do padre caíram e ele ficou num estado de madorna, que foi mais uma escura agonia do que repouso e esquecimento. O dia raiava quando lhe vieram bater à porta. Foi abrir. Era um oficial dos farrapos cuja barba negra contrastava com a palidez esverdinhada do rosto. Tinha os olhos no fundo e foi com a voz cansada que ele disse:

– Padre, tomamos o casarão.
Mas mataram o capitão Rodrigo – acrescentou, chorando como uma criança.
– Mataram?

O vigário sentiu como que um soco em pleno peito e uma súbita vertigem. Ficou olhando para aquele homem que nunca vira e que agora ali estava, à luz da madrugada, a fitá-lo como se esperasse dele, sacerdote, um milagre que fizesse ressuscitar Rodrigo.

– Tomamos o casarão de assalto. O capitão foi dos primeiros a pular a janela. – Calou-se, como se lhe faltasse fôlego.
– Uma bala no peito...”

Livro 2: O Retrato
Rodrigo Terra Cambará decide voltar a sua terra-natal, Santa Fé, após ter ido estudar medicina em Porto Alegre. Nesse segundo romance da trilogia acompanha-se a decadência social de Santa Fé na passagem para o século 20 causada por interesses e jogos políticos.

Livro 3: O Arquipélago
O terceiro e último romance da trilogia "O tempo e o vento" narra a volta de Rodrigo Cambará à Santa Fé depois de passar muitos anos no Rio de Janeiro ao lado do então presidente Getúlio Vargas, seu amigo e aliado. Assim, o poder da família Terra Cambará, que era somente local, adquire em "O Arquipélago" um âmbito nacional. Após o fim do Estado Novo, Rodrigo está derrotado politicamente e doente. Rodrigo se vê na luta de não morrer na cama, uma vez que “Cambará macho não morre na cama”.

3.10.14

O Cortiço

Postado por Paula R. Cardoso Bruno |

O Autor
Caricaturista, jornalista, diplomata e romancista, Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo era filho de vice-cônsul português. Nasceu em São Luís do Maranhão em 1857 e faleceu em Buenos Aires, em 1913. Durante a mocidade, estudou e trabalhou, como caixeiro e guarda-livros, em sua cidade natal, período em que já revelava interesse por desenho e pintura, cujas técnicas empregaria na caracterização dos personagens de seus romances. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1876, juntando-se ao irmão mais velho, o comediógrafo Arthur de Azevedo (1855-1908).  
O Cortiço é considerado seu melhor romance. Foi escrito pouco antes de o autor decidir abandonar a literatura e dedicar-se exclusivamente à atividade diplomática. A obra, mais do que contar a história dos personagens, trata da ambição e exploração do homem pelo homem, por meio da rivalidade entre o ganancioso comerciante João Romão e o próspero comendador Miranda. Enquanto João Romão aspira à riqueza, Miranda, já rico, ambiciona a fidalguia. Entre os dois está a gentalha. E o próprio cortiço.

Vamos ao resumo?
 
O romance segue claramente duas linhas mestras em seu enredo, cada uma delas girando em torno de um imigrante português. De um lado temos João Romão, o dono do cortiço, do outro Jerônimo, trabalhador braçal que se emprega como gerente da pedreira que pertence ao primeiro.
João Romão enriquece às custas de sua obsessão pelo trabalho de comerciante, mas também por intermédio de meios ilícitos, como os roubos que pratica em sua venda e a exploração da amante Bertoleza, a quem engana com uma falsa carta de alforria. Ele se torna proprietário de um conjunto de cômodos de aluguel e da pedreira que ficava ao fundo do terreno. Aumenta sua renda e passa a se dedicar a negócios mais vultosos, como aplicações financeiras. Aos poucos, refina-se e deixa para trás a amante.
Miranda, comerciante de tecidos e também português, muda-se para o sobrado que fica ao lado do cortiço. No início disputa espaço com o vizinho, mas, aos poucos, os dois percebem interesses comuns. Miranda tem acesso à alta sociedade, posição que começa a ser almejada por João Romão, este, por sua vez, tem fortuna, cobiçada pelo comerciante de tecidos que vive às custas do dinheiro da esposa. Logo, uma aliança se estabelece entre eles. Para consolidá-la, planeja-se o casamento entre João Romão e a filha de Miranda, Zulmira. João se livra de Bertoleza, devolvendo-a aos seus antigos donos. 
Jerônimo assume a condição de gerente da pedreira de João Romão e passa a viver no cortiço com a esposa Piedade. Sua honestidade, força e nobreza de caráter logo chamam a atenção de todos. No entanto, seduzido pela envolvente Rita Baiana, assassina o namorado desta, Firmo. Jerônimo abandona a esposa e vai viver com Rita. Entra então em um acelerado processo de decadência física e moral, assim como sua esposa, que termina alcoólatra.
A decadência atinge também outros moradores do cortiço. É o caso de Pombinha, moça culta que aguardava a primeira menstruação para se casar. Seduzida pela prostituta Léonie, abandona o marido e vai viver com a amante, prostituindo-se também.

2.10.14

Crosfire

Postado por Paula R. Cardoso Bruno |

Mais uma quinta sexy chegou. 
Estavam ansiosas? Hoje falaremos da Trilogia Toda Sua.

Viaje nessa intensa a paixão de Eva e Gideon nestes 3 romances intensamente sensuais da trilogia Crossfire escrita por Sylvia Day - 1º lugar na Lista de Best-sellers do The New York Times. 
Eva Tramell tem 24 anos e acaba de conseguir um emprego em uma das maiores agências de publicidade dos Estados Unidos. Tudo parece correr de acordo com o plano, até que ela conhece o jovem bilionário Gideon Cross, o homem mais sexy que ela — e provavelmente qualquer outra pessoa — já viu.
Gideon imediatamente se interessa por Eva, que faz tudo o que pode para resistir à tentação. Mas ele é lindo, forte, rico, bem-sucedido, poderoso e sempre consegue o que quer — e é claro que Eva acaba se entregando.
Uma relação intensa começa. O sexo é incrível. Capaz de levar os dois a extremos a que jamais tinham chegado. E, então, eles se apaixonam — o que pode ser tanto a chave para um futuro feliz quanto a faísca que trará de volta os traumas do passado.

Vamos ler um trechinho do começo de cada livro?

Toda sua
Gideon Cross entrou na minha vida como um relâmpago na escuridão...
Ele era inteligente, bem-sucedido, rico e muito lindo. Fiquei obcecada por ele como nunca tinha ficado por ninguém, por nada. Ansiava por seu toque como uma droga, mesmo sabendo que aquilo acabaria me destruindo. Eu tinha meus problemas, e ele fez com que viessem à tona muito facilmente.  Gideon sabia. Ele também tinha seus problemas. E nós acabaríamos sendo o espelho que refletia os traumas - e os desejos - mais secretos do outro.
Seu amor me transformou, e eu rezava para que nosso passado não nos separasse...

Profundamente sua
Ele era minha droga, um vício que eu não tinha a menor vontade de largar.
Gideon Cross era tão bonito e notável por fora quanto atormentado e problemático por dentro. Ele era uma chama ardente e viva que me consumia no prazer obscuro de uma paixão enlouquecida. Eu não conseguia me afastar dele. E não queria. Ele era meu vício¿ meu desejo¿ ele era meu.
Tínhamos passados complicados. Nunca daríamos certo juntos. Era difícil demais, doloroso demais... Mas às vezes parecia perfeito. Os momentos em que nos deixávamos levar por nosso desejo desesperado eram maravilhosos. Acabaríamos escravos da necessidade, e nossa paixão nos levaria além dos limites da mais doce e perigosa obsessão...

Para sempre sua
A partir do momento que conheci Gideon Cross, senti nele algo que eu precisava. Algo ao qual eu não podia resistir. Vi a perigosa e descuidada alma dentro dele - tão parecida com a minha. Estava atraída por ele. Precisava dele assim como precisava de meu coração batendo.
Ninguém sabe o quanto ele se arriscou por mim. Como eu tinha sido ameaçada ou somente o quão escura e desesperadora a sombra de nosso passado se tornaria. Envolvidos pelos nossos segredos, tentamos desafiar as evidências. Fizemos nossas próprias regras e nos rendemos completamente ao sensual poder de ser possuído...

2.10.14

TCC e Monografia. Qual a diferença?

Postado por Paula R. Cardoso Bruno |

Ester termos muitas vezes causam confusão em quem precisa apresentar estes tipos de trabalho em sua faculdade. 
Mas isso não será mais um problema! Vamos lá?

Para começar... Monografia é um TCC, mas um TCC não é necessariamente uma monografia.

Heim???

O TCC é o Trabalho de Conclusão de Curso. E todo aluno universitário, deve desenvolver para demonstrar o conhecimento científico adquirido ao longo de sua graduação ou pós-graduação. Entretanto, o TCC pode ser apresentado de várias formas. As principais são: monografia, artigo científico, relatório de estágio, tese para doutorado e dissertação para mestrado. Enfim, existem esses e vários outros tipos de trabalhos que são aceitos como TCC, a decisão de qual tipo deve ser feito depende do curso e da instituição de ensino.

A palavra "monografia" decorre da junção de duas outras ("mono" + "graphos"), cujo sentido sugere um texto sobre um único tema e/ou realizado por uma pessoa, um trabalho individual.Segundo o dicionário Aurélio é “...um estudo minucioso a fim de esgotar determinado tema relativamente restrito", ou seja, monografia é um trabalho científico que se caracteriza pela especificação do assunto/problema. E dessa forma, objetiva-se com a pesquisa apresentar uma contribuição relevante ou original à ciência.

Uma monografia, na maioria da vezes, é feita por apenas uma pessoa e deve ser escrita em uma linguagem clara e objetiva, além de ter uma sequência lógica das ideias sobre as pesquisas e os resultados obtidos.
 
Dúvidas sanadas? 
Se precisar de alguma orientação, fica esse contato. 


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